sábado, 22 de novembro de 2008

Programa Ponto de Encontro 13/11/08

Após a conquista da vaga na Série A do Campeonato Brasileiro 2009, nada mais justo que a presença de um torcedor do Avaí. Por isso a convidada especial desta edição do Ponto de Encontro foi a avaiana Ágatha Schmitz, estudante de jornalismo da UFSC. Notavelmente feliz com a conquista, que veio após vitória sofrida contra o Brasiliense por 1 a 0, com gol de Evando, Ágatha falou sobre a campanha do time nesta Série B, os destaques, o alívio, e as expectativas em relação ao ano que vem. Além do Avaí o programa teve espaço para Série A, que não tem nada definido, tanto em cima quanto em baixo na tabela. Quem completou a mesa foram o gremista Tomás Petersen, o são-paulino Rodolfo Conceição e os representantes dos times que se confrontam no próximo final de semana, Tiago Machado (palmeirense) e Rafael Hertel (flamenguista). Não faltou corneta e alfinetadas de todas as partes. Confira baixando os dois blocos do programa.

Programa Ponto de Encontro (13/11/08)
Apresentação: Marcone Tavella
Participação: Ágatha Schmitz, Rafael Hertel, Rodolfo Conceição, Tiago Machado e Tomás Petersen
Equipe de Apoio: Áquila Becker e Tomás Petersen
Técnica: Roberto Vargas
Orientação: Giovana Rutkoski

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Programa Ponto de Encontro: 06/11/08

Retomando o assunto Fórmula 1, um dos temas do último programa, o Ponto de Encontro do dia 6 de novembro foi o mais abrangente de todos em termos de assuntos. Além da Fórmula-1, Sulamericana e Campeonato Brasileiro Séries A e B foram debatidos pelos convidados. No primeiro bloco repercutiu-se a corrida de domingo (2/11) e comentou-se o futuro de pilotos como Nelsinho Piquet e Rubens Barrichelo. Posteriormente, com a presença do figueirense Leonardo Gorges, o assunto foi o jogo entre Figueirense e Fluminense, no Orlando Scarpeli, jogo do dia 5/11. Depois a pauta foi a Copa Sulamericana com a participação dos times brasileiros: Botafogo, Palmeiras e Internacional.
O segundo bloco foi dedicado ao Campeonato Brasileiro (Séries A e B) que a cada rodada tem feito cair previsões, dado esperanças aos mais pessimistas e vem rendendo comentários de todos que gostam de futebol.

Programa Ponto de Encontro (06/10/08)
Apresentação: Marcone Tavella
Participação: César Soto, Áquila Becker, Leonardo Gorges, Pedro Henrique Lima
Equipe de Apoio: Áquila Becker, Tomás Petersen e Rafael Hertel
Técnica: Roberto Vargas
Orientação: Giovana Rutkoski

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Um tal Silva

Há uma fábula corrente entre os fanáticos por Fórmula 1, na qual alguns abençoados conseguem ter acesso a Mim e, em vez de perguntarem sobre os mistérios da humanidade, questionam-Me sobre quem seria o melhor piloto de todos os tempos. Ainda de acordo com a lenda, eu mostro a eles um sujeito normal, que vive pacatamente como contador, ou algo do gênero, num canto qualquer deste mundo. Perplexos, os fãs não entendem. “Bom, Eu o projetei, física e mentalmente, para que fosse o maior de todos; não tenho culpa se ele nunca chegou perto de um carro veloz”, explico, encerrando a historinha. Devo dizer que foi o mais perto que vocês chegaram de Me entender desde... bem, sejamos sinceros, vocês nunca Me entenderam direito.

Houve alguns outros homens que também foram desenhados para esse ofício e, felizmente, chegaram perto o bastante de um bólido para se apaixonarem pelo cheiro de gasolina. Poucos, porém, justificaram o projeto de biomecânica divina e assombram o mundo demonstrando a capacidade que, modéstia à parte, fui Eu quem lhes deu. Há vinte anos, no dia 20 de outubro de 1988, acontecia um desses episódios, no Japão. Não foi com nenhum japonês, não; quero dizer, eles são bons engenheiros de motor e de carros de passeio, mas nunca saiu daqui de cima o projeto de um bom piloto de olhos puxados. Foi um brasileiro, um tal de Silva. Ayrton Senna da Silva.

No campeonato daquele ano, o Silva disputava o título com um francês que corria com o mesmo carro e, devo admitir, tinha saído da Minha prancheta mais bem equipado: era mais calmo, preciso e cerebral. Alain era o nome dele. Não lembro o nome completo, desculpem; geralmente guardo só os verdadeiramente especiais. Enfim, ambos eram bons e o carro era fantástico, tanto que ganhou 15 das 16 corridas do ano. Parecia até feito por Mim; na verdade, meu lápis só gerou os japoneses que desenharam o motor. O fato é que o francês estava indo melhor: até ali, tinha abandonado apenas duas provas, vencido seis e chegado em segundo em outra meia dúzia. O Silva, mais arrojado e dado a erros, tinha vencido sete e mais apenas dois segundos lugares, além de outros resultados ruins.

Acontece que nunca saiu daqui de cima um projeto de criador de regulamentos esportivos. Assim, por algum motivo, contavam para o campeonato apenas os onze melhores resultados da temporada. Não fosse por isso, o Silva já não teria mais chances ao chegar em Suzuka. Bastava a ele chegar na frente do Alain. Injusto, claro. Cabia a Mim, portanto, fazer a justiça de... bem, a Minha justiça. Não pude interceder nos treinos; ele era bom demais nas tomadas de tempo, fazendo treze poles só naquele ano. Então, misteriosamente, na largada, o motor dele não pegou. Era um teste, na verdade: queria ver se o Silva desistia. Não desistiu. A largada do GP do Japão era numa descida e o cara teve a presença de espírito (santo?) de fazer o carro pegar na banguela.

Até pegar, no entanto, vários carros e pilotos menos bem-projetados o ultrapassaram. O francês, que largou em segundo, disparou na frente. O brasileiro foi parar em décimo quarto. O carro, porém, era muito bom. O Silva também, mas não sou de ficar Me gabando. Ao completar a segunda volta, ele já estava em oitavo. Nas duas voltas seguintes passou mais quatro caras. O esforço era tão grande que comecei a ficar compadecido pelo sujeito. Então, misteriosamente, começou a chover na 14ª volta. O Alain era perfeito, mas só em condições perfeitas. Não, não foi um erro de projeto! A única falha que admito ter cometido com ele foi o nariz, que o prejudicava um pouco para colocar o capacete, mas nada grave.

O Silva começou a girar cinco segundos mais rápido por volta que o nari..., digo, o francês e logo o alcançou. Isso foi na volta 27, com 16 faltando para o final. Eles chegaram em alguns retardatários e o brasileiro forçou a passagem. E passou. Assim, sem mais nem menos, como se nada tivesse acontecido nas 26 voltas anteriores. Em seguida, começou a debochar, abrindo mais de três segundos por volta. Não gostei dessa atitude e, misteriosamente, faltando poucas voltas, apareceu um japonês retardatário na frente dele. Lembrem-se que Eu disse que não existiam bons pilotos japoneses, e não que não existia nenhum piloto japonês. O Nakajima, esse era nome dele, não sei porque me lembro, empolgado por estar correndo em casa, resolveu segurar o Silva. O Alain chegou perto, mas não teve tempo de fazer nada. Não havia mais o que fazer, afinal. Alguns minutos depois, o Silva abriu a última volta. Achei que seria de bom grado, depois de tudo que Eu fiz, dar uma descidinha e parabenizá-lo, campeão mundial de Fórmula 1 pela primeira vez. Nos anos seguintes, ele sempre dizia que tinha Me visto ao cruzar a linha de chegada. Viu mesmo, o Silva. O grande Ayrton Senna da Silva.

Bruno Volpato

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Sobre Segundos de Euforia

Na última vez em que assisti a uma corrida inteira de fórmula 1, do ínicio ao fim, Airton Senna morreu. Lembro de poucas coisas da ocasião. Na verdade, acho que só me lembro realmente de alguma coisa, qualquer que seja, porque foi nesse dia em que vi meu avô chorando pela primeira vez.

Neste domingo, anos depois, acabei acompanhando o GP de Interlagos. Não sei bem o que foi. Nunca fui um grande entusiasta do automobilismo. Talvez fosse a torcida dos meus amigos e do resto do país, talvez fosse porque eu realmente simpatizo com Felipe Massa, o Zacarias da Ferrari. De qualquer forma, às 15 horas, lá estava eu defronte ao televisor.

A corrida começou morna e logo se tornou entediante como sempre. Tive de resistir bravamente à tentação de mudar de canal, mas confesso que fui me distraindo com outras coisas, apesar de manter a TV sintonizada. Acho que o fato de não ter mais nada que preste nos canais abertos aos domingos (tudo bem, talvez não só aos domingos) tenha sido um forte motivador a manter-me firme.

Massa foi o líder do campeonato por alguns instantes, é verdade, mas eu sabia que aquilo não duraria. Nenhum outro motor tinha potência para rivalizar com os da ferrari e da mclaren. Havia apenas um fator que poderia dar o título ao brasileiro: o talento individual dos pilotos. Infelizmente, eu sabia que não havia tanto talento para garantir a colocação de Hamilton atrás o suficiente.

Deus, como é bom às vezes estar enganado. Foi assim que, faltando apenas duas voltas para o fim, Vettel, alemão que já não tinha nenhuma chance ao título, parte para cima do inglês e dá o Campeonato a Felipe Massa. Nesse momento eu já estava na beira do assento, praticamente de pé, rezando para todas as divindades que conheço, e até a algumas inventadas, só para garantir.

O brasileiro, depois de liderar desde o começo a corrida, cruza a linha de chegada Campeão do Campeonato. tudo o que havia para fazer tinha sido feito. O impossível tinha se transformado em possível e o país verde-amarelo era então vermelho.

Até a penúltima curva da última volta. Quis o destino que o jovem piloto da escuderia italiana não conhecesse a vitória. Não neste ano, pelo menos. Timo Glock, com pneus para pista seca, não conseguia tração suficiente para manter sua quarta posição debaixo da chuva que caía sobre Interlagos. Assim, com a curva, nada pôde fazer para impedir a ultrapassagem de Sabastian Vettel, seguido por, sim, senhoras e senhores, Lewis Hamilton.

A inglaterra conseguia um novo campeão depois de doze anos. O brasil perdia o seu.

Acho que não trago muita sorte ao automobilismo brasileiro. Pensando bem, não temos tido muita sorte mesmo nesse tempo em que passei ausente.

Deveria acompanhar o campeonato no ano que vem?...


*para ler o restante desta crônica acesse o blog de César Soto:
http://www.sobreovazio.blogspot.com/


César Soto

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Programa Ponto de Encontro: 30/10/08

Mudando um pouco o formato, o programa Ponto de Encontro da última quinta-feira ficou mais solto e com mais humor.
Assim como um formato diferente, os assuntos em pauta também receberam novidades: o primeiro bloco foi dedicado exclusivamente à Fórmula 1, especificamente no Grande Prêmio de Interlagos, no Brasil, que irá decidir o campeonato de pilotos.
Pela primeira vez também o Ponto de Encontro interrompeu a discussão para um boletim ao vivo do repórter Hermano Buss, que noticiou a situação no Estádio Orlando Scarpelli, durante a partida entre o Figueirense e o Fluminense.
E no segundo bloco foi a vez do futebol ganhar espaço. A repercussão da última rodada, que deixou o campeonato ainda mais acirrado, e alguns episódio dos bastidores do futebol apimentaram a conversa. Também tiveram as previsões sobre as duas pontas da tabela.
Enfim, o Programa Ponto de Encontro volta depois de uma semana renovado.

Programa Ponto de Encontro (30/10/08)
Apresentação: Marcone Tavella
Participação: Michel Siqueira, Erich Casagrande, Áquila Becker, César Soto, Bruno Volpato e Mariana Porto
Reportagem: Hermano Buss
Equipe de Apoio: Áquila Becker, Tomás Petersen
Técnica: Roberto Vargas
Orientação: Giovana Rutkoski

DOWNLOAD Bloco 1
DOWNLOAD Bloco 2

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Hoje não tem programa...

Especialmente hoje não haverá transmissão ao vivo e nem gravação do Programa Ponto de Encontro. Nessa semana, a Rádio.UFSC estará com seus equipamentos em um estande (nº58) no pavilhão da 7ª Semana de Ensino Pesquisa e Extensão (Sepex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Aproveite essa semana de "folga" e escreva um texto para o blog, enviando-o para o email: pontodeencontro.ufsc@hotmail.com. Não esqueça de informar seu nome, idade, profissão, cidade, time do coração e esportes preferidos.
Deixe também seus comentários nos textos publicados aqui no blog.

Até semana que vem.

Ponto de Encontro

domingo, 19 de outubro de 2008

Émerson, não te quero na seleção

“Se ele jogasse no Werder Bremen, ele já estaria na seleção”. Perdi as contas de quantas vezes eu ouvi essa frase de um torcedor do Avaí no jogo contra o Criciúma, no dia 10/10, na Ressacada.

Comentário muito comum e pertinente, aliás. A frase se referia ao zagueiro Émerson, titular absoluto do Avaí na temporada.

O atacante do Criciúma, o famoso artilheiro internacional Jardel, não conseguiu em momento algum ser problema para o goleiro Eduardo Martini. Graças à marcação implacável e à segurança de Émerson.

Há muito tempo o zagueiro do Avaí vem mostrando um excelente futebol, tornando-se decisivo em muitos jogos. Na minha opinião, diferentemente do que dizem os especialistas da crônica esportiva, Émerson é hoje o melhor jogador do Avaí.

Émerson chegou no Avaí em fevereiro e teve o contrato, que terminava no final do ano, prorrogado até 2011. Ele é também um zagueiro artilheiro. Nesse Brasileiro da Série B já marcou 7 gols, coisa rara pra quem tem como primeira obrigação defender.

Na campanha que o time vem fazendo o saldo é de 29 gols - inferior apenas ao do Corinthians, que tem saldo de 43. O destaque geralmente é o ataque. O do Avaí fez 58 gols. Mas a zaga do Avaí não fica atrás. O saldo se mantém alto pelo excelente trabalho da dupla de defesa - formada com o Cássio e Émerson na maior parte da temporada e agora com o novo titular André Turatto. A defesa do Avaí é apenas a segunda menos vazada com 29 gols, também atrás somente do Corinthians, foi vencida 22 vezes.

O técnico Silas não tem do que reclamar. Pode contar ainda no banco de reservas com Rafael, irmão de Cássio, e Fabrício, outros zagueiros considerados de qualidade.

Mas mesmo com essa fartura de bons jogadores, não abro mão do Émerson, Silas também não, e os torcedores avaianos muito menos.

Ele poderia estar na seleção? Na minha opinião poderia. Mas para isso ele teria que estar fora do Avaí e isso eu não quero.

Maria Luiza Gil